Correio Brasiliense, 27 de outubro de 1996
“Cerca viva substitui muro”, por Lucíola dos Santos


A proibição da construção de muros leva os proprietários de casas de Brasília a optar pelas cercas vivas, em busca de proteção e beleza para a área externa. O objetivo é também delimitar e dividir ambientes.
Para o engenheiro agrônomo e paisagista Fabio Cezar Camargo, a cerca viva contribui para reduzir o barulho em até 20%, e a poeira, funcionando como um filtro natural. Além disso, atua como controladora de vento e mantém a privacidade da casa.
Em relação à segurança, depende de como é feita a cerca viva. As mudas de plantas devem ter um espaçamento de 40 a 50 cm entre elas, para maior densidade.
O ficus e o alfineiro são as melhores, de acordo com o paisagista Fabio. A muda do fícus é a mais cara. (...)
Apesar de muito utilizada porque favorece o isolamento visual desejado, o fícus necessita de cuidados especiais. Suas raízes são agressivas e devem ficar de 1,5 a 2 metros da casa, piscina, tubulações de água e esgoto, pois podem provocar danos.
“Quando o jardim é muito fechado, cria-se um microclima propício para a aparição de insetos. Por isso, é importante a poda feita de modo a receber sol de maneira homogênea”. Finaliza Fabio.





 


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