Espinhos, pedras, seixos, cascalhos e pedriscos. Plantas rústicas, como mandacarus e cactos cheios de espinhos. Esse não é um ambiente do sertão nordestino, mas o de um jardim, onde também reina o verde, e as flores de tons vivos. É o que se chama de jardim seco ou árido.
Os cactos, em várias espécies e com suas flores exuberantes, são os senhores absolutos deste recanto. Mas não são únicos. Dividem o seu espaço com outras plantas originárias de clima seco, como a pata de elefante, bromélias do cerrado, fibra da Nova Zelândia, iuca sem espinho, babosa, palmeira de madagascar, dracenas, lança de São Jorge, agave, rosa de pedra, dedinho de moça, entre outras.
Os paisagistas são unânimes: esse é o tipo de jardim adequado para Brasília, região com clima de baixa umidade. Essas plantas não necessitam de muita água e suportam o sol forte. Porém, ainda não é o estilo preferido pelos brasilienses. (...) Já o paisagista Fabio Cezar Camargo, garante que está ocorrendo uma inversão de valores. “o jardim seco está na moda. Em São Paulo, mesmo com o seu clima úmido, há vários exemplos deles. É a tendência do momento no paisagismo.
A boa adaptação ao meio-ambiente de Brasília não é a única qualidade do jardim seco. Por ser formado basicamente por plantas rústicas, que dispensam regas constantes, ele é de fácil manutenção dos seus donos. “É o modelo ideal para quem não tem um jardineiro ou não dispõe de tempo para cuidar de plantas”, diz o paisagista Fabio.
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